sexta-feira, 27 de janeiro de 2012

Sexópata

Mulher Nua

A mais sincera expressão da carne
Pecado
Luxúria
Tesão

Esqueleto dançante em carne
Muita
A pouca não me agrada
Seus odores fétidos e adocicados
Embriagam e envenenam

Quero escalar
Seguir este caminho úmido
De colônias bacterianas, fungos e corrimento
Rasgar seu colo
Encontrar a fonte da vida
Acabar-me ali

Não me basta
Quero mamar como uma besta
Sorver todo o leite que tenhas
Adormecer
Satisfeito e exausto

Primeiro poema ridículo

Percalços

Escuridão,
Reflexo do meu interior vazio
E sombrio em um janeiro chuvoso
Com uma dose de whisky como companheira
É como me sinto sem ti
Sem ti, uma OVA!
Sem NINGUÉM
Sou um ser solitário sempre
Nessas minhas andanças pelo mundo
A quem procuro não sei
Tampouco meu destino é conhecido
Sigo vagando
Ébrio
Louco
E com inúmeros pensamentos
Somente
Guardo imagens na memória
Que não durarão
Minha velhice as levará
Como o álcool já leva
Meu fígado
Fumos estranhos
Meus pulmões
Já distante, milhares de quilômetros depois
Olho no espelho
De um banheiro imundo de estrada
Encaro minhas rugas e o caminho deixado pra trás
O que haverá depois da montanha?