terça-feira, 29 de maio de 2012

Carente de uma pinça


Odor
Dor
Pain
Está lacerada a cabeça do meu falo
Por chagas que surgem
Desta minha cabeça de homem
Barba na cara
Um pelo encravado quando vejo meu reflexo
Imenso, aspecto de iceberg
Talvez seja a imensidão do meu inconsciente
querendo aflorar
Pedindo, suplicando, deixe-me respirar
Mas afloram pólipos e espinhas
Inflamam, ardem, doem
E cheiram mal...

terça-feira, 1 de maio de 2012

Maio morto



Insônia, porém cansado
Leio frases, penso...
Me sinto tão só quanto aquele
último gole de cerveja barata deixado no copo em uma noite de embriaguez
Vou pra astrologia
Boas previsões, que se concretizem então
Hoje, não é tanto um escrito, tampouco um poema.
É mais um desabafo, uma recordação pra um futuro
Desse dia, um dia de barafunda mental
É Maio que floresce frio
Ao contrário do meu calor emanado
Desperdiçado
Minha energía também se recicla Lavoisier?!
ME EXPLIQUE COMO!
Ao romantismo não voltarei,
Cansei de ser tuberculoso, já estou vacinado desse mal
Mas a cicatriz é eterna, e me recorda
Dos meus tempos de boêmia e de amor que vivi...