segunda-feira, 24 de junho de 2013

Desejo de Ícaro

Quero respirar o ar mais puro
Subir a montanha mais alta
Me encontrar no desfiladeiro mais sombrio
Sentir a natureza e o mundo
Que só vejo pela tela de um computador
Trancado dentro do meu apartamento frio
E uma visão de prédios cinzas
Janelas minúsculas que permitem
Que o mínimo ar entre

Não posso mais,
Juro que não posso
Liberdade! Liberdade!
De ir, viver, amar, chorar
Ser humano
Não mais essa cobaia
Que lê coisas que não me servem
Enquanto que o verdadeiro aprendizagem
Me espera lá fora
Longe dessas grades

Por favor,
Pague minha fiança!
Destrua minha corrente...

Triste e confuso

Fonte de uma sociedade doente
Cansado da ausência de nação
E de saber
Que qualquer esforço é em vão
Sobrevivendo nessa imensidão de maldade
Na melancolia e ansiedade
Que tudo isso,
Um dia se colapse

Paz a troco de guerra
Vida trocada por exigências
Se perdem os ídolos
Se ganha confusão

Tema frequente da vida

Me sinto submerso
Nesse fogo que não cessa
Ferida que não cicatriza
Câncer que não tem cura...

sábado, 15 de junho de 2013

Ode a las tierras porteñas

Y es que, camino por
Buenos Aires
Voy dejando para tras
Edificios inestéticos
Calles irregulares
Y peatonales desniveladas
Oh Buenos Aires
Aprendi a amarte,
A tus secretos
Y a tus vaidades
Tus millones de rostros
Vacíos de alma

Medo

Medo,
Surge um terrível medo
Não estou preparado para partir
Interessantes
A cada dia me resta
Menos tempo
Para escutar a vibração de Jacques Brel
E os gritos enérgicos do Jim
Isso me dá medo
Como vou viver sem música
Um paraíso tem que ter bibliotecas
Ou seremos tão iluminados
E conscientes de tudo
Quando cheguemos lá

Que angústia...
Só espero que isso tudo
Não vire um transtorno de pânico
Porque na boa,
Diazepam não vou tomar

sexta-feira, 24 de maio de 2013

Lua cheia no céu de Buenos Aires

Tão só no fundo de minha excentricidade
Nessa noite iluminada pela lua cheia
Aqui estou, em Buenos Aires
Pensando em ti
E me apaixonando a cada esquina
A cada olhar de mulheres lindas
Que nunca conhecerei,
Não passam de um instante
Um segundo mais de vida
Sopro de prazer
E desilusão
Onde estará você
Num ponto de ônibus
Em uma esquina perdida
Dessa cidade fantástica
Quero te encontrar
E suspirar em teu ouvido
Que te amo...

terça-feira, 21 de maio de 2013

Cronicidade

Eis que surge o tempo
Minha consciencia vai se enterando
De sua cruel e fascinante existencia
Tempo
Que constroi e derruba sonhos

Cronus e sua maquinaria
Nos tratam de fantoches que imploram
Por mais ou por menos
Tempo, afinal que sois?
Voltas de eletron em atomos de carbono
Ou açao oxidante celular?

Nao jogues comigo ó tempo
Já vens destruindo minhas ambicoes
E confundindo meu cerebro a muito
Há muito tempo
Há tao pouco

Um quarto de século
Nenhum desenvolvimento
Logro ou objetivo alcançado

Enquanto alguns ja vao deixando
 suas marcas
Filhos, projetos e invençoes
Sigo eu aqui
Resignado a tua piedade
E ao que poderei fazer
Até que algum dia
Termine a sua parte
Que corresponde a mim
Entao, a esperar
O fim do tempo
Haverá?
Dúvida...

domingo, 28 de abril de 2013

Al cool...!

E é quando me dou conta
Da minha mesquinhez e solidão
Desejos: muitos
Amores: nulos
Penso, e sou complexo
Um ser initeligível
Incompreensível
E irrepreensível
Ufa, me libertei um pouco
Amo esses poemas,
Livres de critérios
E cheios de emoção
Frutos do meu ser e íntimo
Não de necessidades sociales
E doentes

Quero ser inócuo
E não presenciar essa pesadez
Desejos por copular
E uma mente vazia
Serei feliz pensando tanto?
Conhecendo e estudando
Um mundo feio e triste que não serei capaz de mudar?
Lugar este que te suga o oxígênio
E te faz querer viajar para longe no cosmos
Para que?
Por que?