terça-feira, 21 de maio de 2013

Cronicidade

Eis que surge o tempo
Minha consciencia vai se enterando
De sua cruel e fascinante existencia
Tempo
Que constroi e derruba sonhos

Cronus e sua maquinaria
Nos tratam de fantoches que imploram
Por mais ou por menos
Tempo, afinal que sois?
Voltas de eletron em atomos de carbono
Ou açao oxidante celular?

Nao jogues comigo ó tempo
Já vens destruindo minhas ambicoes
E confundindo meu cerebro a muito
Há muito tempo
Há tao pouco

Um quarto de século
Nenhum desenvolvimento
Logro ou objetivo alcançado

Enquanto alguns ja vao deixando
 suas marcas
Filhos, projetos e invençoes
Sigo eu aqui
Resignado a tua piedade
E ao que poderei fazer
Até que algum dia
Termine a sua parte
Que corresponde a mim
Entao, a esperar
O fim do tempo
Haverá?
Dúvida...

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