sexta-feira, 21 de setembro de 2012

A Moron 3 A.M.



Pensei alguma vez
Encontraria-te em um deserto
No meio de um tornado
Na mais densa floresta
Esforço descomunal,
Para um ser tão comum como eu
A selva de pedra que me rodeia
Escancara o meu olhar longínquo
Que buscava a pupila dilatada
Do Furacão, onde estaria você
Mas estavas ao meu lado
Seus cabelos tocavam meu ombro
E não percebi, não percebi
Via-te distante, sempre inacessível
Fechada a sete chaves
Por um código indecifrável
Tantos escritos em vão
Tempo desperdiçado
Por você, na minha eterna procura
Por você
Escancara-te agora Atena
Mostre-me seu ventre Afrodite
Deixe-me ser a sua caça Artemis
Quero sacrificar-me
Por você
E só por você

quarta-feira, 12 de setembro de 2012

Decifra-me ou te devoro




Eis a mensagem,
Escrita em papel,
Na imensidão de uma tela em branco
Foco irradiado por algo que não se pode controlar
Vontade de expressar-se,
Sentimento que aflora
Raciocínio tão intensamente trabalhado
Ou simplesmente um mero niilismo
Guardado no mais íntimo do ser
No entanto, não é guiado pela lógica
Abstrações são rotineiras, e as interpretações...
Imprevisíveis
Surge aquela revolta, como de um homem que protesta
Busca sua identidade,
Perdida no tempo
Ou na estação de metrô
Imcompreendido
Quão limitado é nosso léxico
Que função mais inferior a da linguagem
Não consegue existir,
Sua verdadeira face está escondida
Angústia...
Abre-te caixa de Pandora, mostre seu rosto
Quero ver o que realmente sente,
 o seu coração

segunda-feira, 10 de setembro de 2012

Delta




Caminhos se armam diante dos meus olhos
Nunca esperei tanta tortuosidade
E entendo, assim, como os rios chegam ao mar
Filete de água,
Que cresce, mas não sozinho
É quando então, encontra a alma mater
Se submerge  na imensidão do oceano
Meu corpo busca o sol
No entanto sigo companheiro de Platão na caverna,
Os riachos se secam ao meu redor
Porém,
Meu fluxo segue
Desvio de pedras, as carrego e sigo
Até o dia em que se esgotarão meus afluentes
que me liberte, então das correntes que me mantém
Preso,
Tentando escalar a montanha com
A gigante pedra nos meus ombros,
Em vão
Sei que me fatigarei
Mas a culpa é das correntes
Busco libertação,
Para assim seguir o longínquo vento
Que sopra das ilhas Riau
E no encontro de  minha Alma Mater
Encontrarei o SOL